
Da Pele ao Pixel: Racismo Algorítmico
Ana Maria Carvalheiro
Resumo
O ensaio apresenta “Da Pele ao Pixel” como categoria autoral formulada na obra Eu Preto na Era Digital para compreender a continuidade das desigualdades raciais em ambientes digitais, examinando a conversão da racialização dos corpos em dados, imagens, perfis, classificações e decisões automatizadas.
Categoria analítica
“Da Pele ao Pixel” descreve a transposição de desigualdades racialmente construídas para ambientes mediados por dados, plataformas, algoritmos e sistemas automatizados. A pele socialmente racializada pode reaparecer em imagens, cadastros, perfis e rastros digitais usados para classificação, vigilância, distribuição de oportunidades ou produção de invisibilidade.
Justiça algorítmica
A formulação conecta racismo estrutural, cidadania digital, inclusão e governança tecnológica. Seu argumento é que justiça algorítmica não se reduz à correção matemática de modelos: exige leitura histórica, racial e institucional das tecnologias e atenção aos efeitos de sistemas automatizados em áreas como reconhecimento facial, crédito, recrutamento e moderação de conteúdo.